Hello, stranger.

“A sincronicidade difere da coincidência, pois não implica somente na aleatoriedade das circunstâncias, mas sim num padrão subjacente ou dinâmico que é expresso através de eventos ou relações significativos. […] Acredita-se que a sincronicidade é reveladora e necessita de uma compreensão, e essa compreensão poderia surgir espontaneamente, sem nenhum raciocínio lógico. A esse tipo de compreensão instantânea Jung dava o nome de insight.”

Insight
substantivo masculino
  1.  
    clareza súbita na mente, no intelecto de um indivíduo; iluminação, estalo, luz.
  2.  
    psic compreensão ou solução de um problema pela súbita captação mental dos elementos e relações adequados.
  3.  
    psic nova reação que aparece subitamente, não baseada em experiências anteriores, segundo as teorias da Gestalt.
  4.  
    psic capacidade demonstrada por um paciente, em maior ou menor grau, de reconhecer as deformações que seus pensamentos e sentimentos introduzem na realidade.
  5.  
    psiq capacidade de avaliar de modo objetivo o próprio comportamento; autoconhecimento.
  6.  
    rel revelação mística.

♪ Everlong – Foo Fighters ♪ 

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Uma vez eu escrevi aqui sobre como há mágica e brilho nos olhos dos artistas. Nesse mesmo texto eu disse que eu me apaixonava por pessoas assim, incrivelmente apaixonantes, que viviam de forma visceral, intuitiva e com esse tal “brilho nos olhos”. Eu ainda penso assim.  Claro que isso não é uma regra só para quem tem alma de artista, mas é que a grande maioria tem, naturalmente, esse magnetismo, esse charme, essa forma fluída de conversar sobre qualquer coisa, do pão doce da padaria do seu Joaquim até como é difícil manter laços familiares, de solos de guitarra até manias e defeitos, tudo na mesma conversa. Se apaixonar por artistas é quase tão inevitável quanto, sei lá, bater os dentes no frio. É fácil, é óbvio, é uma via de uma mão única, sem curvas, com todos os sinais abertos. Se alguém me perguntasse quantas vezes nessa vida que eu já me apaixonei, o número seria alto. Se alguém mudasse um pouco a pergunta e acrescentasse “quantos eram artistas?” eu diria de onze a cada dez. E por quê, meu amigo? Por causa dos olhos e desse tal brilho, dessa tal luz, desse tal farol.
Nessa vida, seja ela curta ou longa, a gente se apaixona tantas vezes… tantas… se apaixona, se desapaixona e depois começa tudo de novo. Na maioria das vezes, aquele lance do carma acontece, sabe? Aquele lance da “projeção”. É certo na minha vida que sempre terá um artista em jogo, é certo da vida de outras pessoas que sempre haverá uma pessoa com o mesmo nome da ex, é certo que para uns sempre haverá um médico, sempre aparecerá uma ruiva, sempre surgirá um músico… sempre! É por isso que o carma é carma. Mas eu me conheço e conheço bem minhas próprias experiências, então, eu sei que esse tipo de relacionamento é daquele tipo avassalador. Que vem, bate e arrebata, em cheio, no peito. Que é gostoso, que é incrível e que dá uma vontade enorme de viver. Só que, em contrapartida, é também daqueles que, quando terminam, destroem, arrancam vísceras, desnorteiam as ideias e esmigalham o coração. É desolador e extremamente doloroso de cicatrizar. Mas que, mesmo assim, vai inevitavelmente acontecer.
Umas vez eu li que “as emoções são as cores da alma” e a minha alma se pintou com todas as cores do arco-íris quando eu o conheci. Um tal de James Old, neurobiólogo, disse que o amor entra pelos olhos. Foi o que, resumidamente, aconteceu durante a nossa primeira troca de olhares, naquela noite de Outono. Os neurotransmissores liberaram e emitiram endorfina como se não houvesse amanhã, os feromônios fizeram do nosso corpo montanhas-russas cheias de loops, os nossos olhos se conectaram tão plenamente que geraram eletricidade, que fizeram com que impulsos nervosos bombeassem mais sangue do que o normal. Foi confiança, foi apoio, foi verdade. Encontrá-lo foi carma, foi projeção, mas também foi insight, foi sincronicidade. E eu espero que, dessa vez, o brilho dos olhos dele perdure junto ao meu e que a gente não apenas coexista, compatíveis, viscerais, verdadeiros, ouvindo os mesmos solos de guitarra e bateria, só que ele lá e eu aqui, tão longes um do outro. Porque se o amor entra mesmo pelos olhos e se as emoções colorem mesmo a alma, serão os olhos confiantes e sinceros daquela noite que eu sempre vou me lembrar, todas as vezes que a minha alma ameaçar ficar preto e branca. Serão sempre daqueles olhos. Brilhantes. Sinceros. Olhos de artista.

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